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Teatro Estático

Fernando Pessoa 

Editor: Tinta da China

Ano de edição: 2017

Tipo de artigo: Livro

ISBN: 9789896713881

C.I.: 00000289330

Número de páginas: 424

Local edição: Lisboa

Idioma: Português

Encadernação: Brochado

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Preço: 18,00 €

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O livro por dentro

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Sinopse

Novo livro da colecção dirigida por Jerónimo Pizarro, Teatro Estático, reúne pela primeira vez toda a dramaturgia pessoana. «O Marinheiro», peça publicada por Fernando Pessoa no primeiro número da revista Orpheu, é a mais conhecida da sua obra, mas está longe de ser a única criação teatral do poeta, que pode voltar a ser encenado a partir desta edição. A dramaturgia ocupou lugar de relevo na ambição pessoana de ser diverso, uma experiência essencial para o desenvolvimento da heteronímia, e que se recupera aqui com 13 peças e muitos materiais inéditos. O «teatro estático», aquele que é uma revelação de almas ou «inércias» (como Fernando Pessoa o caracterizava), e que depende mais da linguagem do que da acção, serve de palco a todos os temas fundamentais pessoanos.

Sobre o Autor

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica.
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