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Antologia de Poesia Erótica de Bocage

Bocage 

Editor: Dom Quixote

Ano de edição: 2017

Tipo de artigo: Livro

ISBN: 9789722063487

C.I.: 00000289479

Número de páginas: 264

Local edição: Lisboa

Idioma: Português

Encadernação: Brochado

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Preço: 13,90 €

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O livro por dentro

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Sinopse

«Elaborado a partir de diversas edições disponíveis da poesia de Bocage - entre as quais avulta a de Inocêncio Francisco da Silva, Poesias de Manuel Maria Barbosa du Bocage, de 1853 -, este livro destina-se à divulgação da sua escrita erótica e amorosa, não tendo, portanto, quaisquer veleidades de representar uma panorâmica de uma obra muito vasta, que ultrapassa o tema desta antologia.

O critério utilizado para a selecção dos poemas obedeceu ao desejo de incluir os que me parecessem mais significativos não apenas no domínio geralmente considerado como erótico ou mesmo pornográfico, mas também no campo amoroso em geral - já que o erotismo do autor se exprime igualmente através de facetas menos obscenas, ou seja, mais enquadráveis num lirismo tradicional, por vezes de conotações depressivas (por exemplo quando aborda o ciúme).

Começando por duas sequências de sonetos - a primeira relacionada com o amor, a segunda mais declaradamente erótica, por vezes de tom satírico - , a presente antologia inclui ainda três canções ("O Ciúme", "O Desengano" e "O Delírio Amoroso"), uma "Arte de Amar", três poemas pornográficos ("A Manteigui", "Ribeirada" e "A Empresa Nocturna"), as "Cartas de Olinda a Alzira", duas cantatas ("À Morte de Inês de Castro" e "À Morte de Leandro e Hero") e a "Epístola a Marília".» Fernando Pinto do Amaral

Sobre o Autor

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e a sua veia de poeta satírico, começa a ganhar fama. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal.

Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades.

Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.

Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.

As obras de Bocage encontram-se editadas actualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage".

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